Espaço Aberto

02/03/2018

“Ficha limpa”

A campanha pelo voto “ficha limpa”, nas eleições deste ano vem tomando corpo. Entidades e movimentos sociais, além de personalidades e população em geral têm utilizado suas redes sociais para divulgar a ideia de que o eleitorado brasileiro precisa analisar a situação jurídica dos candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente. Se o político tiver registros de condenações judiciais não deve ser eleito. Seria o ideal, pois para ocupar um cargo público, seja concursado ou comissionado, qualquer pessoa precisa estar em dia com a justiça. A Lei é branda e as liminares se multiplicam.

 

“Voto midiático”

Outra situação que nós eleitores precisamos tomar cuidado é quanto aos candidatos midiáticos, ou seja, fenômenos das redes sociais, atores, cantores, jogadores de futebol, líderes religiosos, entre outros. É necessário uma detalhada pesquisa a respeito das propostas deste candidato, sua tendência ideológica e sua capacidade para realmente ser um representante do povo. Não podemos cair na ilusão do “voto midiático”, elegendo figuras conhecidas somente pelo nome que têm. Está em jogo a contribuição que elas poderão dar para o desenvolvimento do Estado e do País. Claro que não podemos generalizar, pois há sim representantes destes segmentos que já se elegeram e fizeram bom trabalho.

 

“Zona de conforto”

A boa escolha dos políticos passa pelo eleitor sempre. Precisamos sim sair da “zona de conforto”, conhecer profundamente o candidato e suas propostas, seu passado e o que pretende fazer no futuro. Na campanha ele coloca seu nome, sua trajetória e seus projetos à avaliação da sociedade e essa é a oportunidade que a comunidade tem de comparar que é melhor e merece o voto e quem poderá decepcionar. Reitero que a escolha está nas mãos do eleitor. Essa história de votar a pedido de alguém precisa ser bem avaliada. A pessoa que pede o voto (cabo eleitoral) tem a obrigação de conhecer o seu candidato e apresenta-lo para seus eleitores, falando a verdade. Bons políticos cercam-se de bons aliados, então comecemos a definição do voto a partir do representante local.

Corrupção

O carimbo de que todo político é corrupto também não cola. Temos bons nomes, homens e mulheres sérios, honestos e competentes. Basta sabermos escolher. Por falar com corrupção, quando o político chega na nossa casa e nos oferece algo em troca de voto, precisamos denunciar e mostrar à sociedade que ele não merece se eleger. Do contrário, estamos sendo coniventes à corrupção e não podemos depois acusa-lo de ladrão do dinheiro público.

 

Direto

- Está na hora dos produtores de leite se mobilizarem novamente, através de seus sindicatos e movimentos legítimos (não por meio de ações políticas partidárias) para defender a valorização do produto. A situação está dramática.
- Infelizmente nada de obras da ERS-528. Em colunas anteriores questionei a certeza de algumas lideranças locais e estaduais quanto ao início das obras em janeiro. Torci muito que eu estivesse errado.
- Governo do Estado informou aos “quatro ventos” em janeiro que colocou em dia pagamento dos incentivos aos hospitais. Não fez mais que a obrigação pelo serviço prestado. A crise hospitalar continua e as casas de saúde precisam da comunidade para se manter.
- A falta de atualização da Tabela SUS é o principal motivo do déficit hospitalar.
- Entramos na Quaresma. Momento de reflexão.

 

Obrigado pela leitura. Saúde e paz a todos.

 

Jornalista MTE 13.365 - ederocha42@gmail.com

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