Mostra da Terneira põe na vitrine produção presente em mais de 500 propriedades de Palmitinho

28/04/2018

 

 

A 2ª Mostra das Potencialidades de Palmitinho, terá em 2018, a presença de um dos setores mais ativos em centenas de propriedades de Palmitinho, a produção de Terneiras.

 

A Feira, que ocorre entre os dias 31 de maio e 3 de junho, contará durante os quatro dias de evento com a 1ª Mostra da Terneira, organizado pela Secretaria Municipal da Agricultura e pela Emater/RS-Ascar de Palmitinho.

 

A Mostra já vem sendo preparada e conforme a Comissão Responsável serão cerca de 30 animais oriundas de ao menos 11 propriedades do Município. Conforme a Responsável Técnica pela Mostra, Juliane Inês Fath Pereira, estarão em destaque animais das raças holandesa e Jersey com idade entre 3 a 24 meses.

 

A Técnica destaca que os animais estão recebendo acompanhamento dos porfissionais da Secretaria da Agricultura e da Emater, que levam orientações aos produtores quanto à alimentação e alguns cuidados para que os animais estejam aptos a representar umas das principais atividades agropecuárias do Município.

 

Juliane ressalta que a Mostra é de fundamental importância para destacar o potencial dos produtores em produzir com qualidade e em quantidade, sendo que isso estará visível aos visitantes da feira.

 

Diagnóstico da Emater detalha a produção no Município

A produção de terneira é realidade em 525 propriedades do município, conforme recente diagnóstico realizado pela Emater. Ao ano, em torno de 3,8 Mil animais são gerados, sendo que a maioria é designada para a produção leiteira.

 

Conforme a Emater, a produção está diretamente associada à cadeia leiteria e a maioria das terneiras tem a finalidade de repor matrizes do rebanho leiteiro do município. “Em torno de 80% da produção é destinada para reposição das matrizes e outras 20% são para o consumo próprio”, relata o Técnico da Emater, Alex de Mello Rubin.

 

O Técnico destaca que a produção de leite no município chega a 12,3 milhões de litros ao ano, sendo que cerca de 11 milhões são comercializados para a indústria leiteira e o restante vai para consumo próprio, venda direta ao produtor ou para a produção de lácteos, relata.

 

Qualidade genética é o principal desfio do setor

 

Apesar do grande volume de produção a atividade ainda enfrenta desafios, principalmente, em relação à qualidade genética e a forma de produção.

O uso da técnica de inseminação artificial e a falta de técnica para a criação correta são apontadas pelo técnico da Emater como principais gargalos da atividade.

 

Conforme Alex, atualmente a maioria das propriedades faz o manejo da criação em cepos ou embaixo de galpões, sendo que a técnica mais adequada de criação seria em sistema de casinhas moveis ou usando outros métodos que exigem maiores investimentos.

 

O técnico também relata que a Emater vem trabalhando, em conjunto com a Secretaria da Agricultura, o planejamento e elaboração de ações para melhorar o setor. Uma destas ações foi o recente curso pra inseminação artificial, incentivando a compra de botijões de sêmen para melhorar a genética e apresentando novas técnicas para melhorar a produção. A Emater também oferece palestras e visitas, bem como orientações quanto à correta criação da terneira.

 

Para suprir as carências do setor uma serie de iniciativas estão sendo tomadas, principalmente relacionadas à qualidade genética. Conforme o Secretário Municipal da Agricultura, Elisandro da Silva, o município vem buscando incentivar o setor com a distribuição de sêmen para a inseminação e com a produção de feno. “O Município tem licitado anualmente uma quantidade de sêmen e oferecido gratuitamente aos agricultores para a inseminação das criadoras”, destaca.

 

O sêmen serve para a melhoria da genética das terneiras e os agricultores têm somente os custos com os profissionais para fazerem a inseminação das matrizes, sendo que uma das metas da Secretaria é expandir a distribuição nos próximos anos, destaca o Secretário.

 

Conforme Elisandro, a Secretaria também vem auxiliando na produção feno com o acompanhamento técnico e o serviço de maquinas nas propriedades, o que garante uma melhor alimentação para as criadoras e consequentemente uma melhoria na produção de terneiras.

 

 

 

Fotos: Secretaria da Agricultura e Emater

 

 

 

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