Colono e Motorista: Os profissionais que produzem e transportam os alimentos para abastecer a mesa das famílias na cidade

 

O dia 25 de julho marca a comemoração de duas das profissões mais importantes para a geração de emprego e para a economia do país. É o Dia do Colono e Motorista, os profissionais que produzem e transportam os alimentos para a mesa de todos os brasileiros.

A data tem grande representatividade em Palmitinho, pois o Município é essencialmente agrícola e em meio às várias culturas produzidas está o envolvimento de 1.043 famílias da Zona Rural.

Além destes, o Município também conta com dezenas de motoristas que fazem a produção chegar ao destino final ou que garantem a alimentação dos próprios animais, como é o caso das empresas de transporte de ração, uma das que mais emprega motoristas no Município e Região.

O VP faz um relato da importância do Colono e do Motorista, trazendo algumas experiências vivenciadas por palmitinhenses que trabalham nestas profissões.

 

A importância do Colono na produção de alimentos e na geração da renda que movimenta o comércio

Dia do Colono é celebrado na próxima quarta-feira, 25 de julho. Nesta data comemoram-se aqueles que foram essenciais para o desenvolvimento do Brasil, os colonos que vinham de outros países para se instalarem e trabalhar principalmente no desenvolvimento da agricultura.

A data de 25 de Julho foi instituída como Dia do Colono em 1968, com a criação da Lei Federal 5.496 em 5 de Setembro daquele ano, porém a data já era conhecida fazia um bom tempo, pois desde 1924, quando estava ocorrendo às comemorações do centenário da vinda dos alemães para o Rio Grande do Sul, a data foi reconhecida e usada para celebrar os colonos, principalmente os alemães.

De lá para cá muitas evoluções se deram na agricultura e uma boa parte do trabalho que antes era desenvolvido manualmente passou a ser realizado por máquinas agrícolas. As culturas se diversificaram, porém os Colonos continuam indispensáveis e seguem lutando de sol a sol para garantir o alimento na mesa das famílias brasileiras.

Em Palmitinho não é diferente. O município é essencialmente agrícola e o trabalho do Colono torna-se de fundamental importância não só para a produção do alimento, mas também para a economia do Município, já que os produtos comercializados pelos agricultores acabam circulando no comércio do Município e da Região.

Conforme dados disponibilizados pela Emater/RS-Ascar de Palmitinho, cerca da metade da população do município é oriunda da agricultura com cerca de 3.500 moradores na Zona Rural, nas 1.043 propriedades. Estes se dividem nas várias culturas, sempre voltadas à produção de alimentos.

As principais atividades são a suinocultura, a avicultura, a bovinocultura de leite, fumicultura, além da produção de grãos e de produtos da agricultura familiar que garantem o alimento para grande parte dos moradores da cidade.

O Colono, Dirceu Piaia, na Linha Zanela, é um daqueles que vem dedicando uma vida para produzir alimentos. Ele é um dos quatro filhos de uma família de agricultores e reside na propriedade desde que nasceu há 53 anos. Piaia conta com o auxílio da esposa, Adriana Barro Piaia(45) e do filho Douglas Piaia(14). O outro filho do casal, Jeferson Piaia(27), é pintor e atualmente trabalha em Passo Fundo, retornando para casa nos finais de semana.

Na propriedade, o Colono destaca que são produzidos em média de 10 mil litros/leite ao mês com um plantel de 23 vacas em lactação. A propriedade também conta com uma pocilga com produção de 500 suínos/lote, bem como outras culturas como a plantação de milho para silagem e a horta que produz verduras e legumes para o consumo da família.

Piaia destaca que as condições melhoraram com o surgimento de novas tecnologias, mas que o trabalho dos colonos sempre será árduo para dar conta das atividades exigidas. “Se criamos na roça e continuamos tocando a propriedade. Uma vez plantávamos milho, trigo e fumo, hoje nos dedicamos para criação de suínos e produzir leite, sempre se dedicando ao trabalho independente do dia da semana e das condições do tempo”, relata.

A importância do papel do Colono está exemplificado na propriedade da família Piaia. Os 10 mil litros de leite e os 500 suínos/lote são destinados ao abastecimento de centenas de famílias das grandes cidades, além de produzir a renda para manter a família e que irá girar no comércio, dando grande contribuição para este setor.

 

Dia do Motorista

A data escolhida para a comemoração do dia do motorista é 25 de Julho, dia também do padroeiro universal dos motoristas: São Cristóvão. Por causa disto, no Brasil há inúmeras comemorações e festas em homenagem ao motorista, sendo a mais conhecida, a de Aparecida, onde milhares de caminhões do Brasil inteiro se reúnem anualmente, para comemorar juntamente com São Cristóvão e Nossa Senhora Aparecida o dia do motorista.

Nesta data especial não podemos deixar para traz àqueles que transportam o Brasil: Os caminhoneiros.

Em Palmitinho é comum termos parentes, amigos e vizinhos que são caminhoneiros. A profissão passa de pai para filho e gera emprego e renda ao município. Conversamos com alguns empresários do ramo e vimos que a paixão pela profissão vai além das dificuldades.

Benhur Dailor Barth e Edemar Bonafé da Empresa Criativa Transportes, fundada no ano de 2012 com a compra de um caminhão câmara frigorífica. Segundo Benhur o sonho era antigo, principalmente para Edemar, que passou grande parte da sua vida na estrada. Em 2013 a frota aumentou com a compra do segundo caminhão.

Em 2015 a empresa ampliou o ramo de atividade, comprando quatro caminhões destinados ao transporte de ração. Após a aquisição a frota foi renovada e ampliada.

Barth destaca que os desafios são grandes, sofrendo com prejuízos causados pelas más condições da estrada, assaltos e acidentes. “E quando falamos nisto, também estamos preocupados com nossos motoristas, que trafegam a noite, sujeitos a todos esses imprevistos. Graças a Deus até hoje não tivemos acidentes graves com eles. ”

Há cerca de 100 dias a empresa sofreu um assalto, onde foi levado um dos caminhões que transporta frios pelo país. “ Hoje nós só podemos contar com sete caminhões, pois um foi roubado próximo à divisa do estado do Paraná com São Paulo. Desde então não tivemos nenhuma notícia do veículo furtado, mas o motorista não se feriu”, destaca Barth.

Ainda segundo Barth os motoristas merecem inúmeros elogios por enfrentarem tantos desafios, muitas vezes longe da família, sem conhecer o trajeto, em estradas de chão, enfrentando motoristas imprudentes na estrada. Mas realizam seu trabalho da melhor forma. “Eu particularmente não sei se conseguiria achar o produtor que está lá no interior, sem ao menos conhecer o local, em noites de frio, chuva e neblina”.

A Criativa Transportes gera 12 empregos, agregando renda e movimentando o comércio local e regional. A despesa mensal é de cerca de R$ 200 mil entre folha de pagamento, combustível, prestação dos caminhões e manutenção dos mesmos.

Edemar Bonafé, sócio da Criativa, é motorista há cerca de 30 anos. Segundo ele a insegurança é o principal desafio enfrentado na estrada. Bonafé tem o filho, Susano Enderle Bonafé que seguiu sua profissão e hoje viaja pelo Brasil. "Hoje eu entendo quando minha família me pedia para ficar mais perto. É muito difícil conversar com o filho e saber que ele está do outro lado do Brasil e saber que vai uns quantos dias para vir embora, e a gente tá aqui esperando", lembra ele.

Alberto Jose de Mattos, trabalha como motorista desde os 19 anos profissão que foi repassada de seu pai. Em 2014 surgiu uma grande oportunidade de negócio, juntamente com o sócio Almiro Francisco Folle iniciaram a MF Transportes.

 

Hoje a empresa possui sete caminhões, conta com 10 funcionários que trabalham diariamente no transporte de ração em toda a região.

Com o crescimento da empresa Mattos hoje não é mais motorista e ficou com a administração dos negócios. “ Sempre que um motorista não pode ir, ou que precisam eu vou carregar e fazer as entregas, gosto da atividade”, destaca ele.

Para o empresário as dificuldades hoje estão principalmente nas más condições das estradas, que causam grandes gastos com manutenção nos veículos, além do alto risco de acidente.

Apesar das inúmeras dificuldades os entrevistados são unanimes em dizer que pretendem seguir na atividade.

O VP reconhece a importância dessas profissões deseja mais reconhecimento e muitas vitórias aos colonos e motoristas do município.

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