Plantio de milho traz boas expectativas, apesar do aumento do preço de insumos e sementes

20/08/2018

Apesar do aumento no preço de insumos e da insegurança em relação ao clima, centenas de agricultores de Palmitinho apostam em uma das principais culturas do Município, o milho.

 

A cultura está em fase final de plantio e carrega grande expectativa de produção para a próxima safra. Conforme dados do ano de 2017 da Secretaria Municipal da Fazenda, Palmitinho conta com uma produção de 3.327.233kg, o que equivale a 55.453 sacas. A produção do milho está presente em 812 propriedades do Município com uma área cultivada de 4.500 hectares(ha).

 

De acordo com dados da Emater-RS/Ascar de Palmitinho, cerca de 1.250ha são destinados ao consumo ou comercialização e os outros 3.250ha são para a confecção de silagem para a produção animal, principalmente para as vacas leiteiras.

 

O Extensionista Rural da Emater, Luan Jaques da Costa, destaca que as principais dificuldades para esse ano são preço alto dos insumos, que estão cerca de 15% mais caros, mas destaca a importância da atividade para o município. “A cultura do milho é a segunda cultura mais cultivada em nosso país, perde apenas para a soja, é um dos principais insumos utilizados para alimentação animal, principalmente para aves, suínos e leite, seu cultivo também é de grande importância agronômica, pois a cultura deixa no solo um abundante palhada, de baixa velocidade de decomposição, essa palhada é fundamental para melhoria da estrutura do solo para realização de plantio direto”, salienta.

 

O Técnico destaca que nos últimos anos a cultura do milho vem reduzindo sua área cultivada no Rio Grande do Sul, assim como ocorre em Palmitinho. Conforme ele, os principais fatores que vem ocasionando a redução se devem ao aumento dos custos de insumos para plantação, além da insegurança quanto ao clima, pois o milho exige muito mais umidade do que a soja, o que aumenta o risco de perdas. No último ano também houve ataques de lagartas nas fases iniciais da cultura em várias lavouras de Palmitinho, o que deixou os agricultores ainda mais cautelosos para investir, frisou.

 

A cultura ocupa o 5º lugar na produção primária do Município, atrás da produção de suínos, aves, leite e fumo. O maior produtor do ano de 2017 com cerca de duas mil sacas(1.229.621kg), foi Ari Jose da Silva(70). Auxiliado pelo filho Mauro da Silva, Ari conta que para esta safra o plantio foi reduzido devido ao alto preço dos insumos com um custo de produção quase inviável, conta o produtor. “Neste ano reduzimos de 125 para de 31ha a área plantada e iremos ampliar o plantio da soja com 180ha, pois o preço dos insumos e da semente de milho aumentou muito”, salienta o produtor.

 

Terceiro maior produtor em 2017, Elias Bonafe(30), irá manter a área de 60ha plantada. Ele destaca que o plantio só foi viabilizado devido ao fato de ter comprado os insumos antecipadamente. “Usamos os recursos da colheita da soja para antecipar a compra dos insumos para o plantio do milho e fizemos uma escolha certa”, comemora. “Hoje o preço da saca de ureia custa R$ 86,00 e quando compramos estava R$ 58,00. O adubo está custando R$ 105,00 e antecipado paguei R$ 66,00”, relata o produtor.

 

Desde os 13 na atividade, Elias conta com todo o maquinário necessário para plantio, colheita e transporte dos produtos. São dois tratores, uma colheitadeira e um caminhão que são utilizados para o milho e também para as cerca de 120ha de soja que pretende plantar nesta safra.

 

Sistema troca-troca visa fomentar produção e baratear os custos para plantio

 

Com vistas a incentivar o plantio e aumentar a produção, o sistema troca-troca está oferecendo cerca de 1600 sacas de sementes para os produtores do Município. A iniciativa é da Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município e já está em andamento.

 

Através do Programa os agricultores podem se inscrever para adquirir até 4 sacas de sementes por propriedade, sendo que o pagamento poderá ser efetuado somente após a colheita, em abril do ano que vem.

 

De acordo com o Secretário Municipal da Agricultura e Meio Ambiente, Elisandro da Silva, o município tem aderido ao Programa anualmente como forma de incentivar a produção, dando condições para que todos os produtores interessados possam fazer o plantio.

 

O Secretário destaca que além de oferecer a semente, a Secretaria busca orientar os produtores sobre técnicas para aumentar a produção. “Nós estamos buscando dar orientação para que os produtores possam obter uma produtividade maior dentro de cada hectare, tanto para a silagem como para a produção de grãos”, salienta.

 

A Secretaria está disponibilizando inicialmente de 800 sacas de sementes, com a opção de o produtor adquirir a semente convencional ou a semente com a tecnologia Pro-2(resistente a herbicidas e a lagartas). Outros 250 sacas devem ser oferecidas para o período da safrinha com previsão de chegada no mês de novembro.

 

Já o Sindicato dos Trabalhadores Rurais(STR), dispõe de outras 550 sacas da semente, sendo que estas são destinadas exclusivamente para associados em dia com a entidade.

 

 

 

 

Fotos: Dejair de Castro

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