Pragas do milho exigem cuidados no período pós-plantio

20/11/2018

A ocorrência de aparecimento de pragas que ocasionam em perdas na safra de milho em Palmitinho, vem recebendo um cuidado especial por parte da equipe da Emater/Ascar-RS.

 

Os intensivos ataques das chamadas “pragas do milho” são uma constante desde a Safra de 2013-2014, o que vem exigindo cuidados e atenção redobrada por parte dos produtores a fim de evitar significativos danos na colheita.

 

Conforme o Extencionista da Emater de Palmitinho, Luan Jaques da Costa, o ataque mais intensivo das lagartas em nosso município e região, vem acontecendo principalmente nas áreas de pastagens. No último ano, porém, houve um grande ataque nas fases iniciais da cultura do milho, até mesmo em variedades tecnologia BT, o que ocasionou até em algumas lavouras a destruição total, causando grande prejuízo aos agricultores.

 

O técnico observa que as maiores ocorrências se dão em áreas, que no período de inverno foram cultivadas pastagens, como aveia e avezem. Ele relata que devido a isso, nesse ano os agricultores estão mais cautelosos, buscando milhos com tecnologias para controle das lagartas. “A maioria dos produtores optaram por realizar o tratamento preventivo tanto na semente antes do plantio, quanto na lavoura com o uso inseticidas. Com isso, já observou-se um redução nos ataques na safra deste ano”, destaca.

 

Várias pragas podem atacar a cultura do milho, mas dentre elas podemos destacar as lagartas (lagarta-do-cartucho, lagarta rosca e lagarta da espiga), por isso o produtor no momento do plantio deve tomar alguns cuidados na escolha da variedade, no monitoramento da lavoura e no manejo pré e pós o plantio.

 

Alternativa para o controle biológico com vespinhas

 

A Emater está a 5 anos com a campanha do controle biológico de lagartas com uso das vespinhas, que fazem o controle natural direcionado para controle das lagartas. As mesmas tem forma de atuação através da postura sobre os ovos das lagartas, a vespinha é aconselhada, pois, além de um controle fisiológico sem carência, pode ser facilmente colocada em qualquer área onde muitas vezes não se tem possibilidade de acesso com maquinário e tem um custo mais baixo para o controle da lagarta.

O Técnico, Luan Jaques da Costa, explica a forma de aplicação: “a aplicação é manual, a embalagem é uma cartela, onde são destacadas e aplicada de 20m x 20m. Para quem tem interesse em adquirir deve entrar em contato com o escritório municipal da Emater, encomendar no momento do plantio, para que com 7 dias seja aplicada na lavoura, a partir dai já inicia-se o controle”, destaca.

 

 

 

 

 

 

Foto II: Emater/Produtor Maurício Brandão

 

 

 

 

 

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