Produção de Silagem está presente em 1,5 Mil hectares em Palmitinho

05/01/2019

 

O Município de Palmitinho possui uma significativa área destinada a produção de silagem, um alimento fundamental para a alimentação do gado leiteiro e de corte.

 

Conforme a Emater, a silagem de milho é um alimento fundamental para elaboração de uma boa dieta para os bovinos de leite e para bovinos de corte, nos períodos de falta de forragem. É um alimento que alia energia dos grãos com as fibras da parte de folhas e colmo das plantas de milho, relata o Técnico Luan Jaques da Costa.

 

Diante disso a silagem se torna um alimento essencial para uma boa mistura de cocho com o concentrado, para facilitar o bom funcionamento do rúmen do animal. “A silagem de milho é uma ótima alternativa de armazenar alimento na propriedade, possibilita mesmo em períodos de entressafra de pastagem, como no vazio outonal e primaveril, manter a oferta de alimentos para o rebanho leiteiro, evitando a perca de produtividade”, ressalta.

 

Segundo dados do último Censo Agropecuário do IBGE 2017, a produção de silagem é realizada em cerca de 1.500 hectares(Ha) no município de Palmitinho, com uma produtividade média na safra e safrinha de 36 toneladas por hectare de massa verde.

 

A estimativa para produzir um hectare de silagem de milho de alta qualidade é de R$ 2,5 a R$ 3 mil. “A silagem de milho é um alimento com custo alto, então devemos dar atenção em todas as etapas de produção, principalmente, na hora da ensilagem. Para evitar prejuízos é fundamental uma silagem bem compactada e vedada e nunca ofertar silagem estragada para os bovinos, o que pode acarretar em grandes prejuízos para a propriedade, principalmente na reprodução das vacas”, adverte o Técnico.

 

A grande produção se deve ao auxílio técnico dos profissionais da Emater e também com a participação da Secretaria da Agricultura do Município. Conforme o Secretário, Elisandro da Silva, o Município tem dando grande suporte para auxiliar os produtores na confecção da silagem. “Hoje são 20 ensilhadeiras distribuídas por meio de patrulhas agrícolas onde os agricultores se organizam para a produção da silagem em suas comunidades”, ressalta.

 

Conforme o Secretário, para os produtores que não tem acesso a essas patrulhas, o Município está colocando ao menos três tratores trabalhando até 10hs/dia para auxiliar no corte do milho para a produção com preços subsidiados.

 

Os técnicos da Emater alertam sobre alguns cuidados na hora de produzir, sendo que a silagem precisa ser bem feita para garantir a boa nutrição do plantel. Sendo assim, alguns cuidados devem ser observados para realizar uma silagem de boa qualidade:

 

Escolha do genótipo do milho

Na hora da escolha do híbrido de milho para silagem, procure um híbrido que apresente grão mole, amarelo, com boa digestibilidade de fibras e um bom “stay green”, que é a característica da planta de permanecer verde mesmo  quando a espiga já se encontra em adiantado estágio de maturação.

 

Adote um manejo cultural adequado

O manejo envolve desde o preparo do solo, a densidade populacional de plantas e a adubação conforme análise de solo, bem como o controle de plantas invasoras e pragas. No plantio do cedo, o recomendado é que se tenha uma população entre 60 a 65 mil plantas por hectare, e no tarde de 50 a 55 mil plantas/ha.

Observe o ponto de colheita

 

O ponto ideal de colheita do milho para a silagem é quando a lavoura está com 30% a 35% de matéria seca. De forma visual, podemos analisar o grão do milho na espiga. Quebre a espiga no meio e avalie o ponto da linha de leite – linha que divide a parte leitosa do grão com a parte farinácea/dura. O indicado é iniciar a colheita com a linha do leite em dois terços do grão.

 

Respeite a altura de corte

Deve-se cortar o milho a uma altura de 45 centímetros do solo. Com isso, a proporção espiga x forragem será maior, o que resulta em um alimento que fornece mais energia para os animais. A parte inferior do colmo do milho não tem muito valor nutritivo, dificulta a digestão ruminal, além disso, dificulta a compactação do silo. É bom deixar essa parte na lavoura para recompor o solo, porque é rico em potássio.

 

Cuidado com o tamanho da partícula

O tamanho da partícula do milho influencia muito na digestibilidade animal, que precisa de fibra para o rúmen trabalhar bem. Outro cuidado é para que não sobrem palhas muito grandes, pois dificultam a compactação. O ideal é que as partículas sejam de 0,5 a 2cm, para facilitar a compactação do silo e o bom funcionamento do rúmen.

 

Ensilar bem é fundamental

O silo tem que ser muito bem compactado. O princípio da silagem é expulsar todo o oxigênio de dentro do silo para ter uma boa fermentação anaeróbica. Para conseguir ensilar bem é preciso cuidar no ponto de corte do milho, pois palha muito seca dificulta a compactação, e também ter partículas no tamanho recomendado. Cuidado também com o revestimento do silo, pois não pode entrar nem ar, nem água. Após o fechamento do silo, mantê-lo assim por aproximadamente 27 dias para garantir uma boa fermentação e para o alimento não perder o seu valor nutritivo. Após esse período, o silo pode ser aberto e a silagem pode começar a ser fornecida para os animais, lembrando que tem que ser fornecida no mínimo uma fatia de 15cm por dia.

 

 

 

 

 

 

Fotos: Emater/Propriedade Adelar Ernest, Linha Sete de Setembro

 

 

 

 

 

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