Produtores se preparam para ápice da comercialização de peixes, durante a Semana Santa

16/04/2019

 

A proximidade da chegada da Semana Santa aumenta a expectativa dos produtores de peixes. A Semana é aguardada por se tratar do período de maior procura pelas diversas espécies que são produzidas em diversas propriedades de Palmitinho.

 

Conforme a Emater/Ascar-RS, segundo levantamento realizado no último ano, em Palmitinho, são 78 propriedades que produzem peixe seja para consumo ou venda, totalizando 139 viveiros.

 

As principais espécies, que estão em fase final de engorda, são: carpa capim, carpa húngara, carpa prateada, carpa cabeça grande e pacu, sendo que a produção total de peixe no município é estimada em 28,4 toneladas ao ano. Além destes, outra espécie que é cultivada é a Tilápia.

 

Conforme um dos Técnicos da Emater/Palmitinho, Luan Jaques da Costa, a Emater em parceria com a Secretaria Municipal da Agricultura do Município incentiva a atividade da piscicultura como alternativa de renda nas propriedades. “Realizamos, no último ano, a abertura de 27 açudes para produção de peixe, beneficiando 17 agricultores, realizamos visitas de acompanhamento a piscicultores que tem interesse e organizamos anualmente a vinda de  4 a 5 produtores para comercializar a produção durante a Feira do Peixe que antecede a Semana Santa”, salienta.

 

A tradicional Feira do Peixe ocorre ao lado do Largo da Praça, sendo uma forma de incentivar os produtores a ter mais uma renda dentro da propriedade. De acordo com o Técnico, neste ano serão 4 produtores que estarão participando da feira, com uma expectativa de venda acima de 2 toneladas.

 

Estrutura para processamento pode aumentar a produção nos próximos anos

 

Apesar da produção significativa a falta de um frigorífico ou uma agroindústria para processamento do peixe torna-se o principal entrave para a expansão do setor.

Conforme a Emater, este é o principal entrave para o crescimento da atividade da piscicultura, pois a falta destas estruturas impede a comercialização do peixe processado, assim, hoje só é possível vender o peixe vivo.

 

O Técnico da Emater, explica que alguns produtores até já tiveram interesse em fazer uma agroindústria, mas pelo alto custo de implantação e grande burocracia acabaram desistindo. “Sem integração, como ocorre na suinocultura ou avicultura, e sem garantia de compra o produtor acaba por não investir mais na atividade”, relata.

 

De acordo com o Secretário da Agricultura, Elisandro da Silva, a pasta vem projetando investimento no setor com boa possibilidade de conseguir um recurso para empreender na área de processamento, principalmente no que tange a produção de tilápia. “Sabemos da importância do setor e estamos buscando auxiliar o produtor com a disponibilidade de máquinas para a limpeza dos açudes. Em paralelo, estamos buscando um recurso junto ao Governo do Estado e a ideia é debater com o Conselho Agropecuário sobre a destinação deste para investimento em uma estrutura de processamento de peixe, sendo a primeira do município”, relatou.

 

Conforme o Secretário a estrutura é fundamental para buscar a equivalência ao SUSAF, (que é o Sistema que garante a equivalência dos Serviços de Inspeções Municipais e das Vigilâncias Sanitárias Municipais) o que abriria boas possibilidades para a expansão do setor.

 

 

 

 

FotoS: Arquivo VP

 

 

 

 

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