Piscicultura ganha destaque durante a Semana Santa

09/04/2020

 

A morte de ao menos quatro toneladas de peixe devido à estiagem e os efeitos da pandemia do Coranavírus como cancelamento da Feira do Peixe, devem gerar grandes perdas na piscicultura em 2020.

 

Em meio às perdas que estão sendo calculadas, os produtores tem grande expectativa com a chegada da Semana Santa, período de ápice do consumo de peixes e consequentemente da comercialização dos mesmos.

 

Conforme o Técnico da Emater-Ascar/RS de Palmitinho, Luan Jaques da Costa, a piscicultura está presente em 72 propriedades do Município, mas a maioria delas são destinadas apenas para o consumo próprio. Apenas 8 são destinadas ao comércio. “São 72 propriedades com a presença da piscicultura, mas a maioria para consumo próprio, sendo que 8 destas contam com produção para o comércio,” destaca.

 

Com o cancelamento da tradicional Feira do Peixe, seguindo orientações para o isolamento social devido ao Coronavírus, os produtores buscam formas alternativas para comercializar a produção, principalmente com a venda a domicílio na cidade e nas próprias comunidades, além do uso das redes sociais para divulgar o produto.

Na maior propriedade do Município, na Linha Santo Antônio, o produtor Rafael Tranquilo lamenta as perdas em um ano que trazia grandes expectativas para o setor. Ele relata que a não realização da Feira do Peixe e o cancelamento do Primeiro Jantar do Peixe, que previa uma grande divulgação da atividade, frustraram o setor. Porém, ele comemorar o fato de não ter sido registradas perdas com a morte de peixes em sua propriedade. “O grande investimento em aeradores que garantem uma maior oxigenação da água evitou a morte de peixes devido à estiagem, mas o cancelamento da feira e do jantar do peixe causou forte impacto na comercialização, ”frisou.

 

Diante disso o produtor está inovando ao longo da Semana Santa para comercializar a produção. Seguindo as orientações de cuidados em meio à pandemia, um ponto de venda foi estruturado junto à propriedade com atendimento estendido durante os quatro dias úteis da Semana Santa, além da realização de entrega a domicílio para as pessoas que assim solicitarem, comenta Rafael. Há seis anos na atividade, com uma área de cerca de um hectare água distribuída em dois açudes, com cinco aparelhos de aeração para oxigenação da água, a produção deve chegar a três toneladas somente na Semana Santa, o que poderia atender a todo o município, segundo o produtor.

 

Conforme a Emater, as principais espécies produzidas no Município são: carpa capim, carpa húngara, carpa prateada, carpa cabeça grande, tilápia e pacu.

 

Conforme estudos, a carne de peixe é uma importante fonte de vitaminas, minerais e ácidos graxos e o consumo ajuda a ter boa saúde física e mental, sendo o peixe um alimento essencial para uma alimentação saudável. Conforme recomendações o ideal é que a carne de peixe esteja na mesa, pelo menos duas vezes por semana.

 

Estiagem causa a perda de quatro toneladas de peixe

 

Falta de oxigenação da água levou a morte de milhares de peixes no Município

 

A estiagem que vem assolando o estado do Rio Grande do Sul, desde o final de 2019, ocasionou a morte de centenas de peixes com grandes perdas em maioria das 72 propriedades que contam com a presença da piscicultura, em Palmitinho.

 

Além de causar a falta de água para o consumo animal e até humano, grandes de perdas na produção de grãos e de pastagem, com forte impacto na produção leiteira do Município, a estiagem também afetou a piscicultura em plena época de mais expectativa de produção, o período que antecedeu a Semana Santa.

 

As perdas estimadas, segundo a Emater-Ascar/RS, somam quatro toneladas no município, sendo que a principal causa foi o secamento de açudes pela falta de chuva e o baixo nível de água nos viveiros, causando a baixa oxigenação da água e a consequente morte de milhares de peixes.

 

Apesar das perdas registradas para este ano, a atividade poderá ganhar um forte incremento para os próximos anos. Conforme o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Renato Luiz de Oliveira, ao longo do período de estiagem as equipes de sua Secretaria e da Secretaria de Obras e Viação vem intensificando o trabalho de limpeza de açudes, o que deve possibilitar uma melhor estrutura para a armazenagem da água pós-estiagem, favorecendo a produção de peixes nos próximos anos.

 

 

 

Foto: Emater/Ascar-RS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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