AGRONEGÓCIO EM DESTAQUE: Um ano de estiagem devido ao La Niña

11/11/2020

Palmitinho vem enfrentando mais uma estiagem em 2020. No início deste ano já enfrentamos uma falta de chuvas que trouxe prejuízo para as culturas e atividades pecuária. Agora, após um inverno de precipitações abaixo da média, os meses de setembro e outubro registraram chuvas 87% abaixo da média histórica, e isto vem trazendo muitas dificuldades aos agricultores.

 

De acordo com levantamento realizado no município, principalmente nas culturas de milho grão e silagem, as percas em algumas lavouras superam os 50%, pastagens perenes não se desenvolvem e há dificuldade para implantação de pastagens de verão, algumas lavouras de trigos plantadas mais do tarde também foram afetadas pela seca.

 

Outra grande preocupação é com a falta de água para os animais nas propriedades, sabemos que possuímos 103 produtores de suínos integrados, 17 produtores de aves integradas e 231 produtores de leite, e que necessitam de bastante demanda de água, e como o inverno não teve muitos volumes de chuvas, não houve recuperação dos níveis dos reservatórios nas propriedades, e o que preocupa ainda mais, é que para algumas famílias vem faltando água para o consumo próprio. Com isso, a Administração Municipal através da Secretaria de Obras e a Secretaria da Agricultura estão empenhados para atendimento destas propriedades e fazendo o transporte de água para auxiliar estas famílias.

 

E para os próximos meses a expectativa segundo meteorologistas é que o fenômeno la niña pode se estender até os meses de março a abril de 2021. Por isso a Emater vem orientando os agricultores a realizarem o seguro agrícola de suas lavouras, antes do plantio procurarem a Emater ou empresas de assistência técnica e as agências bancárias para estarem realizando o seu custeio agrícola garantindo assim o seguro. Assim será possível evitar que os prejuízos sejam ainda maiores. Para os que já realizaram o custeio e tiveram prejuízos em suas lavouras, estes devem acionar o seguro agrícola, mas o momento para acionar é no final do ciclo da cultura, onde pode ser avaliada mais claramente a perda na lavoura.

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