Conab projeta safra recorde de grãos para o ciclo 2025/26
- 15 de mar.
- 2 min de leitura

A produção brasileira de grãos deve atingir um novo patamar histórico no ciclo 2025/26, alcançando 353,4 milhões de toneladas, segundo o 6º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta sexta-feira, 13. O desempenho representa uma alta de 0,3% em relação à safra anterior, impulsionado por um crescimento de 1,7% na área plantada, que agora totaliza 83,2 milhões de hectares.
Fatores climáticos favoráveis, caracterizados pela ausência de um fenômeno La Niña rigoroso, e o avanço de culturas como soja, milho e sorgo sustentam os números positivos da agricultura nacional.
No Rio Grande do Sul, a estimativa é de 37,1 milhões de toneladas, um aumento de 3,2% em comparação ao período anterior, mantendo o estado na terceira posição do ranking nacional de produção. A soja lidera os ganhos em solo gaúcho, com previsão de 18,9 milhões de toneladas e um salto de 18,2% na produtividade média, que chega a 2.769 quilos por hectare.
O resultado marca uma recuperação importante após o período de estiagem severa que comprometeu os ciclos passados, embora chuvas irregulares desde janeiro tenham provocado ajustes pontuais nas expectativas de rendimento em algumas regiões.
Desempenho do milho e arroz em território gaúcho
A colheita do milho da primeira safra já ultrapassa 70% das áreas no estado, com uma produção estimada em 5,8 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,1%. O setor registrou uma expansão expressiva de 14,2% na área cultivada. No entanto, o desempenho das lavouras semeadas mais tarde apresenta variações devido à irregularidade pluviométrica. Já o arroz inicia sua colheita com 10% da área colhida e boas condições de desenvolvimento, favorecidas pela radiação solar, embora a projeção de 7,8 milhões de toneladas indique uma retração de 10,4% no volume total comparado ao ciclo anterior.
Perspectivas para feijão e culturas de inverno
O levantamento também detalha o cenário para o feijão, que deve somar 68,5 mil toneladas entre a primeira e a segunda safra, registrando uma queda de 6,8% no volume total. A redução é atribuída, em parte, aos preços de mercado menos atrativos, que desestimularam o aumento da área plantada. Na primeira safra, a colheita já atinge 76% das áreas, mantendo padrões satisfatórios de qualidade nas principais regiões produtoras.
Para as culturas de inverno de 2026, as projeções iniciais apontam tendências distintas. Enquanto o trigo e a aveia apresentam estimativas de redução de área e produção, a canola surge como destaque de crescimento, com uma expansão de 30,4% na área cultivada, devendo atingir 443,1 mil toneladas.
A cevada, por sua vez, deve ampliar sua área em quase 10%, embora a produtividade esperada seja inferior à do período passado.
Com informações da LA+

.jpg)
Comentários