Conflito no Oriente Médio acende alerta para exportações do agro gaúcho
- 2 de mar.
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A escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos amplia a incerteza sobre o fluxo de alimentos ao Oriente Médio e coloca o agronegócio brasileiro em alerta. O impacto atinge especialmente as exportações de carnes de frango, um dos principais produtos enviados à região — com forte participação das indústrias do Rio Grande do Sul.
Os produtos agropecuários têm peso expressivo nas vendas externas brasileiras para o bloco de países árabes e vizinhos. O milho lidera com 20,8% das exportações, seguido por açúcares e melaços (17,4%) e carnes de aves (14,5%). A carne bovina representa 6,8%, além de farelo de soja, café e grãos. O frango, portanto, figura entre os três principais itens da pauta, sendo estratégico para frigoríficos gaúchos que mantêm habilitação para mercados islâmicos.
A preocupação imediata não está na demanda, mas na logística. Rotas como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho concentram parte relevante do comércio global. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que monitora possíveis impactos e avalia rotas alternativas. Segundo a entidade, não há embarques significativos ao Irã, mas o efeito indireto preocupa.
O risco maior envolve a alta do petróleo, o encarecimento do bunker (combustível marítimo), aumento do seguro de cargas e possíveis atrasos. Para o Rio Grande do Sul — grande exportador de proteína animal e grãos — qualquer elevação no frete marítimo pode reduzir margens e pressionar contratos internacionais.
Análises do setor indicam que crises geopolíticas costumam manter a demanda por alimentos, mas elevam a volatilidade e os custos operacionais. No curto prazo, o agro gaúcho monitora energia, fertilizantes e transporte. No médio prazo, o comportamento do petróleo e do câmbio será decisivo para medir o impacto nas exportações brasileiras.
Fonte: Jornal Província/Com Informações CNN

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