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ESPAÇO ABERTO: Agricultura familiar

Durante os nove dias da 41ª Expointer, os 228 expositores de produtos coloniais comercializaram R$ 2,82 milhões. É claro que houve queda em relação à última exposição presencial, que foi em 2019, por conta da pandemia e das restrições de público. Mas assim mesmo precisamos refletir, planejar e prestar mais atenção em dados como este. A agricultura familiar é o que praticamente garante a produção de alimentos no nosso Estado. Construir políticas de incentivo e apoio aos nossos pequenos produtores precisa ser tarefa primordial para que a pequena propriedade continue sendo cultivada e cada vez mais diversificada. É ela que vai levar a matéria prima até a agroindústria, que por sua vez, industrializará os produtos a serem consumidos nas mesas dos gaúchos.


Defendemos sim a democracia na livre comercialização de produtos no Brasil e no Mercosul. Mas, por outro lado, o Rio Grande do Sul precisa pensar mais na valorização dos produtos "crioulos", já que estamos em tempos de comemorações farroupilhas. Aqui dentro do nosso território, o que vem de fora precisa ter uma alíquota maior do que os alimentos produzidos aqui. Ou seja, nossa produção tem que ser menos tarifada para ter poder de competitividade e chegar ao consumidor com preço diferenciado. Nosso leite, por exemplo, não pode pagar as mesmas taxas de impostos que os leites vindos de outros estados e muito menos que os leite do Uruguai ou Argentina. Isso é inadmissível. O mesmo deve acontecer com o trigo, milho, gado, entre outras produções.


Dessa forma vamos tornar o Rio Grande mais forte economicamente, com fortalecimento da agricultura gaúcha e autossustentável. Aos poucos a produção que não é suficiente para a demanda vão sendo ampliadas devido ao incentivo de uma política agrícola de potencialização regional. Diante disso veremos pequenos produtores podendo ampliar seus investimentos por conta de que os industrializadores estão vendendo mais. É preciso ainda ampliar e divulgar os programas de proteção ambiental sustentável para proteger também a nossa natureza. São mecanismos de proteção ao nosso povo. Já que o restante do país nos considera "bairristas" e orgulhosos do nosso tradicionalismo e da luta de nossos antepassados farroupilhas e imigrantes que vieram para contribuir com o desenvolvimento.


Posso ter entrado aqui num tema considerado por alguns especialistas, uma utopia. Mas na minha concepção é a forma mais prática e rápida de atingirmos resultados promissores na agricultura, manter os jovens no campo e o alimento na mesa. Quem sabe poderemos continuar cantando aos quatro ventos o nosso bravo Hino Riograndense: “Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Viva os Gaúchos. Viva o Vinte de Setembro. Viva o Rio Grande do Sul.

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