ESPAÇO ABERTO: As contas da Covid

Auxílio

O Governo do Estado está estudando junto com a Assembleia Legislativa uma proposta de auxílio emergencial de R$ 130 milhões para os setores mais afetados pela pandemia no Rio Grande do Sul. Serão 96,4 mil beneficiários diretos, entre eles, trabalhadores que perderam emprego, empresas dos setores de alimentação e alojamento e mulheres chefes de família em situação de extrema pobreza. Este grupo receberia R$ 100 milhões em forma de subsídio. Outros R$ 30 milhões seriam destinados à ampliação de recursos do ICMS para apoio a projetos de incentivos a cultura, assistência social e esporte. A ideia é interessante. Precisamos saber se realmente vai se concretizar, quando vem e se esse dinheiro realmente existe em um Estado que há poucos meses se declarava falido.


Contas da Covid

O Governo Federal, por meio do Portal da Transparência, informa que já destinou para o combate a pandemia em todo o País, mais de R$ 415 bilhões, entre 2020 e 2021. Esse dinheiro foi destinado a hospitais para montagem de leitos de UTI, para medicamentos, constituição de equipes médicas e enfermagem e ampliação da estrutura hospitalar como um todo. Aos estados foi outra parte para gerenciar a rede e a estrutura de atendimento. E aos municípios chegou o maior montante. Com esse recurso prefeitos e secretários de saúde montaram sua estratégia de enfrentamento a pandemia. Porém algumas dúvidas de onde aplicar os recursos foram surgindo. Alguns, para não devolverem o dinheiro, foram aplicando emergencialmente em outras ações que não eram exatamente combate e prevenção ao coronavírus. Principalmente porque 2020 precisavam encerrar as contas de mandato. Agora, no pior momento da crise sanitária, não há mais dinheiro, nem medicamentos, nem leitos, nem profissionais e o número de vidas perdidas aumentando. Quem gastou errado vai ter que se explicar, sejam prefeitos, secretários municipais e de estados e governadores também. O próprio Ministério da Saúde tá na lista. Aconteceu erro de cálculo e planejamento. A pandemia foi subestimada por alguns. E a nação ameaçada por um vírus que mata e não escolhe cor, religião e nem classe social.