ESPAÇO ABERTO: Experiências da Covid-19

Diante dessa pandemia arrasadora em nosso planeta, não foi possível aos cientistas e profissionais de saúde o tempo de estudar os efeitos da Covid-19 nos seres humanos, nem mesmo produzir vacinas e meios de prevenção. O vírus chegou e imediatamente se espalhou pelo mundo, lotando hospitais e levando vidas. Quando começou-se a estudá-lo, mutações foram surgindo e a velocidade da infecção se multiplicando.


Estamos diante do caos da saúde pública em muitos países e com impactos também na economia, na educação, entre outras áreas, devido ao isolamento e as paralizações das atividades. Mas aos poucos a ciência vem apresentando descobertas, tanto na área da prevenção com produção de vacinas, quanto na área do tratamento através de métodos hospitalares e medicamentos. Isso chama-se "aprender fazendo", diante da triste realidade que estamos vivendo.


Resultados das vacinas

As vacinas também foram produzidas as pressas acelerando protocolos. Resultados atingidos no período de 10 anos de pesquisa e experimentação, tiveram de ser agilizados em alguns meses para que se desse conta de oferecer ao mundo alguma solução, mesmo que em fase experimental. Eficácia em humanos, seus benefícios ou possíveis efeitos colaterais estão sendo descobertos dentro do efetivo processo de vacinação em massa.


O portal G1 traz notícia que um estudo publicado neste mês pela Public Health England (PHE), agência de saúde da Inglaterra, apresenta dados satisfatórios com relação à transmissão da Covid-19. Segundo a pesquisa, uma dose de vacina, tanto da Pfizer/BioNTech quanto da AstraZeneca/Oxford, pode reduzir a infecção domiciliar pela metade. Além disso, a pessoa vacinada que contrair o vírus diminui consideravelmente a possibilidade de apresentar sintomas da Covid-19. Sendo assim a vacina de Oxford pode reduzir transmissão do coronavírus em até 67,6% e a da Pfizer reduz em 75% as infecções, no prazo de um mês após a primeira dose.


São notícias alentadoras, que novam nossa esperança de que venceremos este inimigo logo alí. Ainda mais porque são duas vacinas adquiridas pelo Brasil, uma delas (AztraZeneca) já em aplicação desde janeiro e a outra (Pfizer) começará a ser aplicada agora no mês de maio. Dependemos ainda da capacidade de produção dos laboratórios, principalmente da fabricação do IFA - Ingrediente Farmacêutico Ativo, para que haja vacinas à disposição da grande maioria da população, formando assim a desejada "imunidade de rebanho".


Enquanto isso, os cuidados básicos, mesmo para quem já se vacinou, são fundamentais: lavagem das mãos com água e sabão várias vezes ao dia, usar álcool em gel quando não é possível lavar com frequência, e jamais sair de casa ou reunir-se com alguém sem a máscara.


Um abraço a todos e um Feliz Dia das Mães!