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Mais de 200 cidades sofrem efeitos da estiagem no Estado

  • Foto do escritor: Vitrine do Povo Jornal
    Vitrine do Povo Jornal
  • 6 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 11 de mar.

Foto: Arquivo/Divulgação
Foto: Arquivo/Divulgação

A onda de calor e a falta de chuva estão fazendo com que vários municípios gaúchos solicitem auxílio do Estado, seja informando problemas ou até mesmo decretando emergência. Segundo a Defesa Civil Estadual mais de 1,4 milhão de gaúchos, moradores já foram atingidos diretamente pela estiagem. Prefeituras de 202 municípios declararam que sua população sofre as consequências da falta de chuvas e 197 decretaram situação de emergência.


Um dos casos é Encruzilhada do Sul, onde a estiagem começou ainda no início de dezembro. "A última vez que choveu foi nesta semana, mas apenas 38 milímetros, o que ajudou a amenizar um pouco a escassez hídrica para consumo humano e de animais, mas as perdas no campo não é possível mais reverter", lamenta o coordenador municipal da defesa civil, Gilson Soares.


Segundo o levantamento mais recente, as perdas totais somam mais de R$ 235,8 milhões, sendo mais de 40% na cultura da soja e 50% no milho. Além disso, também foram registrados prejuízos na cultura de melancia, no fumo, no leite e na pecuária. "O preço do gado caiu 12%", enumera.


Um caminhão pipa da prefeitura e da defesa civil segue levando água para a localidade de Coxilha Grande. Lá é o caso mais crítico e a moradia de em torno de 20 famílias", relata. Também estão necessitando de auxílio em relação a falta de água a Escola Municipal de Ensino Fundamental Dom João VI na localidade de Abranjo. Já em Dom Marcos e Xamã foi necessário colocar cisternas com capacidade de 15 mil litros de água cada para amenizar a situação. "Existe uma previsão de pouca chuva na próxima semana. Enquanto a situação não melhorar vamos tentando amenizar os problemas como é possível", observou. O prefeito Benito Fonseca Pascoal decretou situação de emergência no último dia 20. O documento segue em análise para homologação do Estado e posterior reconhecimento federal. "Após isto, devemos conseguir ajudar a população com mais facilidade e também os agricultores poderão financiar as dívidas", destaca.


Ele conta ainda que o município deverá solicitar à Corsan Aegea, que dê início a construção de uma nova barragem. " A que tem hoje próximo a Estação de Tratamento de Água não comporta mais as necessidades da cidade. Temos que fazer transposição de açudes para mantê-la cheia", justifica. Encruzilhada do sul tem pouco mais de 24,5 mil habitantes. Em torno de 300 famílias (cerca de mil pessoas) vivem na zona rural.






Fonte: Correio do Povo

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