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Ministério pede urgência para avaliar inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

há 2 dias
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O Ministério da Saúde protocolou um pedido de urgência na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para avaliar a inclusão de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida na rede pública de saúde. Anunciada na segunda-feira, 28, a iniciativa prevê o uso dos fármacos da classe GLP-1 para o tratamento da obesidade e da diabetes tipo 2.


A estimativa do governo federal indica um investimento anual de R$ 1,5 bilhão para a oferta do tratamento no SUS. Com o ganho de escala nas compras públicas e o incentivo à produção nacional, o Ministério da Saúde projeta uma redução de 80% a 90% no custo de aquisição governamental dos medicamentos, fator que também tende a baratear o produto no mercado privado.


Impacto na saúde pública, benefícios e investigações regulatórias

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a proposta visa atender critérios estritamente médicos e preventivos, descartando o uso para fins estéticos. A expectativa da pasta é que a oferta aliada à reeducação alimentar e exercícios físicos reduza a demanda por cirurgias bariátricas e diminua as internações por complicações cardiovasculares e oncologia. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam que mais de 13 milhões de brasileiros vivem com a doença, enquanto os índices de obesidade em adultos registraram alta de 118% no país.


Estudos recentes apontam que o uso de análogos de GLP-1 reduz os riscos de mortalidade por doenças vasculares e a incidência de tumores associados ao excesso de peso. Por outro lado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanha relatos de efeitos colaterais e investiga 13 notificações de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA) — condição rara que pode afetar a visão — em usuários desses fármacos.


A agência ressalta que os casos estão sob análise e que ainda não há comprovação de nexo causal definitivo. Caso a Conitec aprove a proposta, o Ministério fixará os protocolos e critérios técnicos para a distribuição dos medicamentos.







Com informações da LA+

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