Prefeitura intervém no Hospital Divina Providência para garantir funcionamento
- há 9 horas
- 2 min de leitura

O Hospital Divina Providência, em Frederico Westphalen, passou a ser administrado pelo município após a publicação de decreto que determina intervenção administrativa pelo prazo inicial de seis meses, a partir da noite de sexta-feira, 20 de março.
A medida foi adotada diante da situação financeira considerada delicada da instituição, agravada pela recente renúncia da diretoria. A decisão foi definida em reunião com representantes do Ministério Público do Rio Grande do Sul, autoridades da saúde regional e a equipe jurídica do município.
Conforme o decreto, o objetivo da intervenção é garantir a continuidade dos atendimentos e promover uma reorganização administrativa, financeira e operacional do hospital. Para conduzir o processo, foi designada como interventora a administradora Lisete Cristina Bison, que passa a responder pela gestão no período.
A crise enfrentada pelo hospital é resultado de dificuldades acumuladas ao longo dos anos, já reconhecidas pela própria direção, que apontava a necessidade de mudanças estruturais para assegurar a sustentabilidade da instituição.
Durante a intervenção, a gestora deverá apresentar relatórios periódicos aos órgãos competentes, detalhando as ações adotadas e a situação do hospital. O decreto também autoriza a busca por recursos junto aos governos estadual e federal, além da possibilidade de contratação de consultoria especializada em gestão hospitalar.
Outra medida prevista é a convocação de assembleia dos associados e a organização de eleição para uma nova diretoria ao fim do período de intervenção.
Com a decisão, a antiga diretoria foi afastada das funções administrativas, enquanto contratos e serviços seguem mantidos, podendo ser revisados conforme necessidade.
Apesar das mudanças na gestão, todos os atendimentos seguem normalmente, incluindo urgência, emergência, internações e UTI, sem prejuízos à população.
A intervenção é considerada estratégica para reestruturar o hospital e garantir a continuidade de um dos principais serviços de saúde da região.
Fonte: Jornal Província/Com Informações Grupo Chirú

.jpg)
Comentários