Proporção de brasileiros com ensino superior cresce 2,7 vezes em duas décadas
- 27 de fev. de 2025
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Atualizado: 1 de mar. de 2025

O número de brasileiros com ensino superior completo mais que dobrou entre 2000 e 2022. Segundo dados preliminares do Censo Demográfico 2022, divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo IBGE, a proporção de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram a graduação saltou de 6,8% para 18,4%.
No mesmo período, houve uma expressiva redução da população sem instrução ou sem conclusão do ensino fundamental, que caiu de 63,2% para 35,2%. O percentual de pessoas com ensino médio completo e superior incompleto também avançou de 16,3% para 32,2%, enquanto aqueles que concluíram o fundamental, mas não o ensino médio, subiram de 12,8% para 14,0%.
A pesquisa ainda analisou temas como a frequência à escola, nível de instrução da população e a média de anos de estudo, mas os dados divulgados ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.
Sul tem crescimento acima da média nacional
A Região Sul registrou um avanço maior que a média nacional, passando de 6,9% para 20,2% da população com ensino superior completo. Já o Centro-Oeste lidera o ranking, com 21,8% dos habitantes formados.
No Norte, onde a proporção de graduados era a menor em 2000 (3,3%), o crescimento foi expressivo, chegando a 14,4% em 2022, superando o Nordeste, que registrou 13,3%. Já no Sudeste, apesar de continuar entre os primeiros colocados, a evolução foi a menor entre as regiões, passando de 8,8% para 21%.
Redução das desigualdades educacionais
Os dados também apontam uma diminuição das desigualdades na educação entre diferentes grupos raciais. Enquanto em 2000 a população branca com ensino superior completo (9,9%) era mais de quatro vezes maior que a de pessoas pardas (2,4%) e pretas (2,1%), os números de 2022 mostram avanços significativos. A população branca mais que dobrou a taxa (25,8%), enquanto pardos e pretos registraram crescimentos de 5,2 vezes (12,3%) e 5,8 vezes (11,7%), respectivamente.
A população amarela apresentou a maior taxa de ensino superior completo (44,1%), enquanto indígenas tiveram os menores índices, com apenas 8,6% de formados e mais da metade (51,8%) sem instrução ou com ensino fundamental incompleto.
Mulheres lideram nível de instrução
Os números do IBGE confirmam que as mulheres possuem maior nível de escolaridade em relação aos homens. Entre as brasileiras com 25 anos ou mais, 20,7% completaram o ensino superior, contra 15,8% dos homens.
A desigualdade também aparece nos índices de pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. Entre os homens, 37,3% se enquadram nessa categoria, enquanto entre as mulheres a taxa é menor, de 33,4%.
Os dados refletem um avanço significativo na educação brasileira nas últimas duas décadas, mas também apontam desafios persistentes, especialmente na equidade entre diferentes regiões e grupos sociais.

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