RS deve ter primeira conexão direta à rede internacional de internet via cabo submarino
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O Rio Grande do Sul avança na estruturação de uma nova rota digital que conectará o Estado diretamente à malha internacional de internet. O projeto consiste na instalação de 280 quilômetros de cabos submarinos e fibra ótica, interligando o território gaúcho ao cabo Malbec, uma estrutura de 2,5 mil quilômetros que já une a Argentina aos centros de São Paulo e Rio de Janeiro.
Com previsão de início das operações para 2027, a iniciativa visa melhorar a estabilidade da conexão e a experiência do usuário final, posicionando o Estado como um polo estratégico para data centers, serviços de streaming e computação em nuvem no Cone Sul.
A obra é conduzida pela empresa V.tal em parceria com a Meta, utilizando investimentos de valor estratégico não divulgado. Recentemente, foi finalizada em Balneário Pinhal a Cable Landing Station (CLS), estação de ancoragem responsável por receber o cabo vindo do oceano.
A partir desse ponto, o tráfego de informações seguirá para Porto Alegre por meio de rotas terrestres de fibra ótica que passam por processos de modernização. Atualmente, a conexão gaúcha depende de rotas que obrigatoriamente passam por São Paulo antes de acessar os circuitos globais.
A nova saída gaúcha terá capacidade de tráfego de 20 terabits por segundo (Tbps), o que permite, de forma simultânea, o processamento de milhões de transferências de dados de alta definição. Essa infraestrutura é comparável a uma rodovia com um milhão de faixas, garantindo um fluxo massivo de informações sem gargalos.
A rota direta deve reduzir o tempo de resposta (latência) na transmissão de dados, beneficiando setores que exigem alta performance, como o mercado financeiro e o segmento de jogos online.
O cronograma do projeto prevê, para as próximas etapas, a conclusão dos testes de conectividade entre o litoral e a capital, seguidos pelo término da fabricação do cabo e seu lançamento ao mar.
A integração do Rio Grande do Sul a este ecossistema digital global deve favorecer a atração de novos negócios voltados à inteligência artificial e ao desenvolvimento de tecnologias disruptivas, eliminando a dependência exclusiva de infraestruturas situadas na região Sudeste do país.
No Brasil, os cabos submarinos são utilizados em sistemas de telecomunicações desde 1857, com a inauguração da primeira de uma linha de comunicações telegráfica no Estado do Rio de Janeiro. Entre 1870 e 1880 foram implantadas linhas telegráficas interligando cidades na costa brasileira e, também, um ponto de conexão com Portugal.
Na década de 1990, foram inaugurados os primeiros cabos submarinos de fibra óptica no Brasil.

Com informações da LA+

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