RS enfrenta desafio de R$ 21 bilhões para universalizar saneamento até 2033
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O Rio Grande do Sul possui um cronograma de sete anos para se adequar às metas do novo marco legal do saneamento básico, que estabelece o atendimento de 99% da população com água potável e 90% com tratamento de esgoto até o fim de 2033.
Atualmente, o maior entrave reside na infraestrutura de efluentes: dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), baseados em 2024, indicam que apenas 34% dos domicílios gaúchos possuem coleta e tratamento de esgoto. O índice está abaixo da média nacional de 47% e exige investimentos estimados em R$ 21 bilhões para ser superado.
A dimensão do projeto operacional é exemplificada pela extensão das obras necessárias. A Corsan, concessionária que atende a maioria das cidades gaúchas, precisará implantar uma rede coletora cuja metragem equivale à distância entre Porto Alegre e Tóquio.
O cenário estadual divide-se entre 317 municípios sob gestão da Corsan e 180 localidades onde o serviço é executado diretamente pelas prefeituras. Em ambos os modelos, o foco das autoridades e gestores está na depuração do esgoto, uma vez que o abastecimento de água já apresenta índices mais próximos das metas federais.
Investimentos da Corsan e ritmo de expansão nas cidades gaúchas
Desde a privatização em 2022, quando a empresa Aegea assumiu a concessão, a área atendida pela Corsan iniciou um processo de aceleração de investimentos. No momento da desestatização, o índice de tratamento de esgoto na região era de 20%, com projeção de atingir 30% ainda no primeiro trimestre de 2026.
O plano plurianual da companhia prevê o aporte de R$ 15 bilhões até o prazo final de 2033, sendo que R$ 3,8 bilhões já foram aplicados até meados do ano passado.
A estratégia de engenharia da concessionária prevê um pico de atividades entre os anos de 2028 e 2030, quando cerca de duzentas cidades devem receber melhorias e expansões de rede simultaneamente. Esse esforço concentrado visa reverter o deficit histórico e garantir que o Rio Grande do Sul saia das posições inferiores do ranking nacional de saneamento.
O cumprimento do cronograma é monitorado por órgãos reguladores, visto que a universalização é condição obrigatória para a manutenção dos contratos de concessão e gestão pública do setor.
Fonte - GauchaZH




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